sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Desafios da Indústria brasileira de Fertilizantes

E de conhecimento geral que o Brasil é um país agrícola e que ocupa primeiro lugar no ranking de exportação de vários alimentos, no entanto para obter essa grande produção é demandada uma grande quantidade de fertilizantes, e é ai que começa o problema.

O país não é grande produtor de fertilizantes e não consegue suprir a necessidade do mercado interno, com isso torna-se obrigatória a importação dos mesmos, em 2014 fomos o quarto país com maior consumo de fertilizantes no mundo, importando quase 70 por cento de sua demanda total de NPK.

A maior restrição na produção interna se dá por conta do fim da vida útil da principal mina de potássio existente que é a Vale, que tem demandado cada vez mais custo para exploração.
Frente a isso ainda tivemos a baixa nos preços dos fertilizantes internacionais, depreciando ainda mais o valor do produto produzido internamente, isso com base no ano anterior.

Outras dificuldades encontradas são os tributos cobrados pelo governo, as indústrias pagam a chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem), conhecidos como royalties de 2%, tal tarifa não é imposta por grande parte dos demais países que produzem a base para obtenção do fertilizante final. Não se pode esquecer ainda do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que chega a 8,4%, imposto que não se aplica aos produtos importados.

O tempo de espera que os órgãos competentes levam para liberar licenças ambientais é outro entrave, assim como o alto valor gasto com energia.

Frente a tudo isso e outros fatores existentes que não foram mencionados pode-se começar a entender o porquê da deficiência interna, e o porquê dos nossos produtos ficarem pouco competitivos comparados aos importados.


Dessa forma se faz necessário a criação de estratégias para conseguirmos driblar os diversos desafios enfrentados pela indústria brasileira de fertilizantes.