Muito se houve falar nos fertilizantes de liberação lenta
mais o que isso quer dizer afinal. São fertilizantes que disponibilizam o nutriente
em questão de forma gradual por maior tempo, com isso a absorção pela planta se
torna mais eficiente, consequentemente diminui as perdas.
Para BOCKMAN & OLFS, 1998; SHAVIV, 1999 se trata de
adubos que são revestidos por substâncias orgânicas, inorgânicas ou resinas sintéticas,
o que permite que a liberação seja de forma lenta e gradual. Geralmente as
substâncias utilizadas para o revestimento são na maioria das vezes ureia, como
poliamidas, enxofre elementar ou até mesmo polímeros de diversas naturezas.
Segundo SHAVIV (2001) além da melhor absorção das plantas os
fertilizantes de liberação lenta proporciona o fornecimento regular e contínuo
de nutrientes para as plantas; menor frequência de aplicação; proporciona menor
lixiviação, volatilização (principalmente se tratando do N) e imobilização. Outro fator importante a ser
mencionado é redução da poluição ambiental.
A ureia é um dos fertilizantes de liberação lenta mais
utilizados atualmente, ureia recoberta por enxofre elementar, que contém em
média de 31 a 38% de N.
Assim como os fertilizantes comuns os de liberação lenta têm
diversas formulações e são sem duvida de grande praticidade para produção de
mudas em recipientes.
Referências:
BOCKMAN, O.C. & OLFS, H.W. Fertilizers, agronomy and N2
O. Nutr. Cycl. Agroecosyst., v.52, p.165-170, 1998.
SHAVIV, A. Preparation methods and release mechanisms of
controlled release fertilizers: agronomic efficiency and environmental
significancy. Proc. Int. Fertil. Soc., York, UK, n.41, p.1-35, 1999.
SHAVIV, A. Advances in controlled-release fertilizers.
Advances in Agronomy, v.71, p.1-49, 2001.
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